108 mil pessoas não têm coleta de esgoto e água encanada no epicentro da Covid-19 em Roraima

Mesmo apresentando o melhor indicador de abastecimento urbano de água entre os estados da Região Norte, Roraima ainda detém um total de 278 mil pessoas (48,3%) que ainda não têm os resíduos coletados no estado. Os dados são Sistema Nacional sobre Informações de Saneamento (SNIS), compilados pelo Painel Saneamento Brasil.

Na capital, Boa Vista, epicentro de casos confirmados do Novo Coronavírus e de mortes por Covid-19 no estado, quase 110 mil habitantes estão expostos ao vírus, entre outros fatores, por conta da falta de água encanada e de rede coletora de esgoto.

O presidente da Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Abcon), Percy Soares Neto, a solução do problema é ampliar os investimentos no setor, o que ajudaria a diminuir a pressão no sistema público de saúde.   

“Para a pessoa que vive em um bairro sem esgoto, não interessa se ela é 1%, 10% ou 20% da população. É um cidadão brasileiro ou uma comunidade de cidadãos que não está atendida pelos serviços e está vivendo uma situação de insalubridade.”

Direção da Caer busca solucionar problemas

A Companhia de Águas e Esgotos de Roraima (CAER), empresa estadual de saneamento que opera em todos os municípios, acumula dívidas de R$ 500 milhões, o que compromete os investimentos e dificulta a universalização dos serviços até 2033, como prevê o Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab).

Em entrevista ao editor do blog, na terça-feira (23 de junho), o diretor presidente da Caer James Serrador disse que tem feito todos os esforços para sanear as finanças da companhia. Grande parte do déficit financeiro da empresa é decorrente da inadimplência dos usuários. Gestões anteriores fizeram vista grossa para o problema deixando as dívidas se avolumarem.

Entre os maiores devedores da Caer estão grandes empresários locais e entes públicos, como prefeituras, que passaram anos sem pagar seus débitos junto a empresa. A Companhia notificou os 200 maiores devedores e obteve a adesão de 70% deles para fazer o pagamento dos débitos, mesmo que de forma parcelada. As prefeituras inadimplentes estão sendo acionadas judicialmente.

Confira a entrevista concedida a este jornalista pelo diretor-presidente da Caer, James Serrador:

Parceria público privada pode ser saída

Em um movimento para atrair mais investimentos e gerar concorrência através da participação da iniciativa privada, o Senado pode votar, ainda em junho, o novo marco legal do saneamento (PL 4.162/2019).

O texto prevê que os contratos sejam firmados por meio de licitações, facilitando a criação de parcerias público-privadas (PPPs). Essa nova norma para celebração de contratos não prejudica a Caer.

O governador Antonio Denarium já declarou publicamente ser favorável à privatização da companhia. Em entrevista no ano passado, Denarium afirmou que não poderia “leiloar a Caer apenas na capital” e incluiria também “os municípios do interior que são deficitários”.

Com informações da Agência do Rádio

Mantenha contato com o editor

Leia mais conteúdo

 477 total views,  4 views today

Leave your vote

Comentários

0 Comentários

Log In

Forgot password?

Forgot password?

Enter your account data and we will send you a link to reset your password.

Your password reset link appears to be invalid or expired.

Log in

Privacy Policy

Add to Collection

No Collections

Here you'll find all collections you've created before.

Send this to a friend