Educação em debate

Investimento em Educação é crucial para o desenvolvimento de qualquer país. Nesta sexta-feira, Boa Vista sediou um seminário sobre a ampliação do Ensino Fundamental para nove anos nas escolas públicas brasileiras.
É uma exigência da a lei 11.274, que alterou os artigos 29, 30, 32 e 87 da Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional, obrigando o poder público a readequar a grade curricular das escolas. O poder público terá que efetivar a medida até 2010, com o objetivo de incluir as crianças de seis anos de idade.
A professora Maria Beatriz Luce, membro do Conselho Nacional de Educação (CNE), palestrante no seminário, disse que a ampliação do Ensino Fundamental é uma medida que chamará todos à responsabilidade. Segundo ela, o cumprimento da lei implicará também ampliação do dever de educar, dos deveres da família e do sistema educacional do país.
Apesar de ter havido um aumento significativo na taxa de estudantes matriculados nas escolas públicas brasileiras (95% dos jovens estão matriculados em todo o país) a educadora registrou “que ainda tem muitas crianças e adolescentes fora da escola” em todo o Brasil. “O ensino obrigatório é uma questão de direito, de política e de pedagogia”, destacou ela.
Maria Beatriz afirmou que 41,3% das crianças brasileiras oriundas de famílias que têm uma renda per capta de um salário mínimo são afetadas pelo insucesso na escola por conta da falta de oportunidades de acesso a bens e ambientes culturais. O debate é bom e merece ser travado à exaustão. Mas que o governo não use apenas de retórica barata e invista verdadeiramente em educação. Aliás, sobre essa questão, foram sábias as palavras da presidente do Conselho Estadual de Educação de Roraima, Ana Freitas: “Faz-se necessária a adoção de processos eficazes de avaliação para que esta não seja apenas mais uma medida quantitativa”. Porém eu complemento: mais que melhores processos de avaliação, o necessário mesmo é que o governo brasileiro valorize os profissionais de educação e dê as condições necessárias para se praticar um ensino de qualidade. Façamos um superávit educacional, então. (com foto de Normandy Littaif)

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