OPINIÃO: Nem todo caminho leva a Roma. E nem todo Romano é atalho

No imbróglio que se tornou o sequestro de Romano dos Anjos, o próprio pôs por terra aquilo que já era uma das mais fortes teorias conspiratórias ao reconhecer, “ao vivo e em cores”, na entrevista exclusiva à Record, que os nomes dos políticos citados durante a ação dos bandidos era puro despiste.

Tanto os nomes do governador, quanto o do senador foram plantados para isso mesmo: mudar o foco das investigações e confundir a opinião pública.

A citação, de forma um tanto quanto amadora, não convenceu nem a vítima.

Agora, enquanto não se oficializa o resultado das investigações que já chegaram a um dos integrantes do grupo de sequestradores, e com um dos três grupos suspeitos descartados, seguirão as especulações nas redes sociais.

Entre os que apontam para o outro grupo político opositor e o próprio grupo ao qual o apresentador do programa Mete Bronca é ligado.

(Sim, por incrível que pareça há uma corrente que acredita, ou melhor, que credita o sequestro na conta doméstica, como farsa para comprometer adversários).

E, acreditem, já tem até Fake News circulando dando nome e sobrenome aos responsáveis pelo sequestro, como fato conclusivo das investigações da PF, ligando o crime a pessoas próximas à Prefeitura…

A outra teoria leva, claro, ao hoje arqui-inimigo do grupo Jucá-Surita, que trava uma briga ferrenha e desigual com o candidato destes pela PMBV.

Apesar de aparecer na frente em recente pesquisa, as ruas teimam em contradizer o resultado do Ibope.

Até porque a recente enquete feita por sua coligação, nas feiras livres da cidade, jogou seu nome para os quintos dos gráficos, colocando-o numa vexaminosa 5ª posição.

Fato é que quem arquitetou o sequestro não esperava esse desfecho, nem a rapidez das investigações, onde os despistes e os métodos empregados denunciaram mais do que enganaram, levando os investigadores por caminho não esperado pelos criminosos.

Então, teorias conspiratórias à parte, é bom que se saiba: nessas eleições, nem todos os caminhos —e muito menos vicinais abandonadas no Bom Intento—levam à Prefeitura.
Podem levar à prisão também.

Júnior Brasil, jornalista. Em colaboração para o Blog do Luiz Valério

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