Polêmica, conchavos e acusações marcam disputa pela presidência da Câmara Municipal de Boa Vista

A disputa ferrenha pelos cargos da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Boa Vista, principalmente pela presidência, está saindo dos trilhos da moralidade e virando polêmica. Novos e velhos vereadores protagonizam cenas deprimentes a partir de um retiro organizado num balneário fora da cidade para confabular sobre a formação das chapas.

Um dos candidatos à presidência da Câmara, o vereador Genilson Costa (Solidariedade) , tem forte ligação com o presidente da Assembleia Legislativa de Roraima, deputado Jalser Renier (Solidariedade), que, dizem, estaria investindo alto para eleger seu pupilo. Segundo as mensagens publicadas nos grupos de WhatsApp, onde vazaram as conversas nada republicanas dos edis que estão reunidos nesta espécie de “assembleia do conchavo”, cada voto está na casa de R$ 1 milhão.

Os diálogos e agressões vazados beiram aquelas baixarias de boteco mais grotescas, onde palavrões e falta de respeito são a tônica. Por exemplo, o vereador Ruan Kenobby (PV), eleito com 1.437 votos, é acusado de usar o celular da vereadora Juliana Garcia (PSD) para enviar mensagem de áudio para outro colega ir “chupar pênis”. Quanta classe e categoria do novo representante da população de Boa Vista.

O retiro dos parlamentares eleitos e reeleitos acontece desde o final da tarde de ontem. Coincidentemente ou não, os vereadores que estão confabulando em torno da candidatura de Genilson Costa são os mesmos que têm faltado às sessões da Câmara, inviabilizando a votação da Lei Orçamentária Anual da Capital para 2021. Já se vão três sessões sem o número mínimo de vereadores para votar o Orçamento do próximo ano.

Segundo disse o presidente da Casa, vereador Mauricélio Fernandes (MDB), numa entrevista radiofônica nesta manhã de quarta-feira, consiste numa irresponsabilidade dos atuais vereadores a atitude de boicotar deliberadamente a votação da LOA.

Mauricélio também denunciou uma articulação da oposição para eleger uma Mesa Diretora contrária ao prefeito eleito, Arthur Henrique, para criar embaraços durante a sua gestão. Outro objetivo seria não aprovar as contas da atual prefeita, Teresa Surita, e, assim, inviabilizar uma possível candidatura da política emedebista ao Governo de Roraima em 2021. São as coisas da velha e viciada política roraimense.

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