VOTAÇÃO DO ORÇAMENTO: Clima é tenso entre Prefeitura e Câmara de Boa Vista

A sessão extraordinária da Câmara Municipal de Boa Vista, marcada para esta segunda-feira (18 de janeiro), deve acontecer em meio as divergências existentes entre os vereadores e o prefeito Arthur Henrique (MDB) quanto às emendas apresentadas pelos parlamentares ao projeto de Lei Orçamentária Anual de 2021 (LOA).

Nos grupos de WhastApp e redes sociais, pessoas se mobilizam para comparecer à Câmara de Vereadores com o objetivo de acompanhar a votação do Orçamento e pressionar para que o projeto do Executivo seja aprovado sem os cortes sinalizados. “[Os vereadores]Aumentam 9 milhões para salários e verba de gabinetes, fora da Constituição”, diz um dos organizadores do movimento, chamando para um buzinaço.

O relator do Orçamento, Dr. Ilderson Pereira (PTB), apresentou sete emendas ao projeto Orçamentário de 2021, sendo uma supressiva e seis modificativas. A questão é que uma dessas emendas destina R$ 10 milhões para a própria Câmara Municipal.

Num vídeo repassado para a imprensa, o prefeito Arthur Henrique acusa os vereadores de retirarem dinheiros de áreas importantes da administração, como a de serviços públicos e ainda cultura, esporte, lazer e turismo. Conforme o gestor, os cortes propostos vão resultar na incapacidade de investimento pela prefeitura nestes setores.

Arthur diz ainda esperar que a marcação de uma sessão extraordinária para esta segunda-feira não seja uma tentativa de manobra e afirma esperar que os vereadores estejam com o mesmo sentimento da população, que é ver Boa Vista evoluindo e levando qualidade de vida para seus moradores.

“Os vereadores fazem cortes grandes no orçamento. Assim não teremos como contratar artistas locais como fizemos durante a pandemia e nem como continuar com a escolinha da Vila Olímpica. Os cortes também prejudicarão o Instituto Boa Vista de Música e os serviços públicos como a varrição das ruas, a manutenção das praças e a limpeza do sistema de drenagem, o que incide diretamente sobre a qualidade de vida da população”, diz Arthur.

Ao justificar o teor das emendas que apresentou, Dr. Ilderson afirma que foram reduzidos mais de R$ 4 milhões da área da saúde, enquanto a Secretaria de Comunicação do Município teria um montante de R$ 17,5 milhões à sua disposição.

“Sabemos que existem ruas e avenidas da cidade sendo recapeadas várias vezes, enquanto em outros bairros as máquinas nunca passaram, e a justificativa da Prefeitura é de que não há saneamento, mas na LOA foi reduzido 66% dos investimentos para saneamento em 2021”, pontua.

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