Justiça adota medidas protetivas contra promotor de justiça acusado de agredir esposa a mordidas

O 2º Juizado de Violência Doméstica deferiu, no dia 28 de fevereiro, medidas protetivas contra o promotor de justiça Massato Cojima, acusado de agredir sua esposa M.R.A.A.K. com mordidas, após violenta crise de ciúmes.

As agressões físicas e psicológicas, conforme a denúncia, foram praticadas pela autoridade contra sua esposa dois dias antes (26 de fevereiro). O acusado teria ficado indignado após se deparar a troca de mensagens num aplicativo de celular entre a vítima e um médico local.

É o que consta no processo que tramita na justiça com nível médio de segredo.

A denúncia registrada na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEAM) contra Massato está sendo tratada no âmbito do Ministério Público de Roraima (MPRR) como um caso absolutamente sigiloso.

A Procuradora de Justiça, Lucimara Campaner, ao dar prosseguimento ao caso pediu à justiça a decretação de sigilo absoluto do caso, para resguardar a imagem da vítima e da sua vida privada. O pedido, no entanto, foi negado pela juíza Suellen Márcia Silva Alves, no dia 4 de março.

Diz a magistrada: “sob pena de afronta ao princípio da igualdade, tenho por desnecessária a determinação de sigilo absoluto aos autos, bastando seguir a mesma regra comum a todas as medidas protetivas em trâmite no juizado, com imposição de sigilo médio, de forma que somente as pessoas acima nominadas tenham acesso aos autos”.

Ao levar a denúncia ao Ministério Público, a vítima da violência declara o desejo de não querer voltar ao local de convivência em comum, ou seja, sua residência com o agressor, e diz preferir ficar abrigada na casa de familiares.

Por sua vez, o promotor que atua no 2º Juizado de Violência Doméstica declarou sua suspeição perante o caso e, o que levou a juíza Suellen Márcia a requisitar para que seja indicado outro promotor para atuar no caso.

Procurado pela reportagem, o Ministério Público emitiu nota em diz repudiar de forma veemente “qualquer ato de violência, seja física, psicológica ou moral contra a mulher”. A nota prossegue afirmando que “o combate à violência doméstica no Estado tem sido uma marca dessa Instituição desde sua criação”.

Quanto à denúncia feita contra Massato, a nota afirma que “no âmbito da Administração Superior do Ministério Público, todas as providências referentes ao caso estão sendo adotadas e, assim como nos demais casos que envolvam violência contra mulher, serão resguardadas a imagem da vítima e garantido o devido processo legal”.

A reportagem tentou manter contato tanto com a vítima quanto com o agressor para tratar do assunto com mais precisão, ouvindo a versão de cada um, mas as ligações não foram atendidas nem as mensagens enviadas para a vítima receberam retorno.

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