A história mal explicada da fraude na eleição da Mesa Diretora do Senado

boa-vista-130-anos

Ainda reverbera na Capital Federal do Brasil a história mal explicada da tentativa de fraude ocorrida na eleição da Mesa Diretora do Senado, quando saiu vitorioso o senador Davi Alcolumbre (PSL-AP). A princípio quiseram incriminar um nome improvável, o novato senador Mecias de Jesus (PRB-RR). Aos poucos foram surgindo fatos novos que mostram que Mecias não teria motivação para protagonizar a pataquada. Há outros atores envolvidos e com interesses na vitória (ainda bem não concretizada, pois ele desistiu do pleito) de Renan Calheiros (MDB-AL).

Um artigo assinado pelo jornalista pernambucano, Pedro Ivo, publicado no site de política Congresso em Foco, questiona” “por que José Maranhão (MDB-PB), que presidiu a sessão, e Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), que a secretariou, assinaram 82 cédulas de votação?”. O Senado tem apenas 81 senadores. A fraude, ao que parece, foi premeditada. E não foi da parte de Mecias.

Pedro Ivo questiona ainda como se pode querer atribuir a um senador estreante de um estado pequeno e inexpressivo politicamente, que ainda não tem pleno conhecimento do funcionamento do Congresso Nacional, o ímpeto de querer burlar logo a eleição da Mesa Diretora do Senado? Concordo com o autor do artigo. Não faz o menor sentido querer atribuir tal prodígio delinquente ao senador Mecias. Afinal, o roraimense era declaradamente eleitor de Alcolumbre desde o primeiro momento.

O articulista afirma que há imagens das câmeras do Senado mostrando José Maranhão tirando duas cédulas do bolso e rasgando-as. O senador paraibano era um dos maiores defensores da candidatura de Renan Calheiros. Fala-se na possibilidade de arquivamento do processo.

Segundo relata Pedro Ivo, pessoas ligadas ao corregedor do Senado, Roberto Rocha (PSDB-MA), comentam que o relatório de sua autoria deve apontar Mecias de Jesus como responsável pela suposta tentativa de fraude. No entanto, caberá a ele provar o que tende a dizer. Como Mecias teria convencido os senadores José Maranhão e Fernando Bezerra assinar 82 cédulas de votação, quando deveriam ser apenas 81 e entregar apenas 80 envelopes? Está tudo mal explicado. Nada faz sentido.

Tem algo de podre correndo nos dutos fétidos do “reino de Avilan” candango. Há muita coisa a ser esclarecida.

Leave your vote

Comentários

0 Comentários

Log In

Forgot password?

Forgot password?

Enter your account data and we will send you a link to reset your password.

Your password reset link appears to be invalid or expired.

Log in

Privacy Policy

Add to Collection

No Collections

Here you'll find all collections you've created before.

Send this to a friend