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Servidores do Consulado da Venezuela em Boa Vista denunciam que são obrigados a trabalhar, mesmo estando há dez meses sem receber salário
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Funcionários do Consulado da Venezuela dizem estar passando dificuldades devido a atraso de salários

A matéria publicada aqui no blog nesta quinta-feira (23 de janeiro) motivou outros servidores do Consulado da Venezuela em Boa Vista a denunciarem as condições precárias de trabalho e o atraso de salário, que já dura 10 meses, aos quais estão submetidos. Dos seis funcionários do Consulado, quatro entraram na justiça trabalhista brasileira com rescisão indireta de contrato e outros dois contrataram advogado particular para requerer seus direitos.

De acordo com as informações repassadas ao blog por um trabalhador, dois funcionários já tiveram a primeira audiência, mas sem grandes avanços. Isso porque a advogada contratada pelo Consulado alegou que o cônsul Faustino Torella Ambrosini não tem autorização do governo venezuelano para responder legalmente diante da justiça trabalhista. Uma segunda audiência ficou marcada para o próximo dia 5 de fevereiro.

Os funcionários do consulado reclamam o pagamento de indenização por danos morais, multa por recolhimento irregular do FGTS, recolhimento irregular INSS e ainda multa por atrasos de salários. Para não passar necessidade, os funcionários, que trabalham das 8h as 14h, se veem obrigados fazer bicos ou enfrentar outro turno em outro emprego.

Diante do alegado impedimento do cônsul Faustino Torella de tomar qualquer decisão quanto aos acertos que deve fazer com os funcionários, o governo venezuelano terá que enviar algum alto funcionário para responder judicialmente junto à Justiça do Trabalho.

“Aqui temos que continuar trabalhando normal, como se nada estivesse acontecendo. Ou seja, temos que pagar pra trabalhar. Caso não compareçamos ao trabalho, temos que apresentar atestado médico. Tendo dinheiro ou não temos que vir. O que o cônsul nos diz que é devemos entender a situação pela qual passa o seu país. E a nossa quem que entende?”, questiona um funcionário que falou com o blog. “O resultado disso tudo são contas vencidas, nome no SPC e Serasa, juro em cima de juro!”, continua.

Os servidores também se queixam da inação da Justiça do Trabalho brasileira. “Já fizemos várias denúncias no Ministério do Trabalho e nunca veio ninguém aqui”, disse. No começo de 2018, os funcionários entraram na justiça trabalhista com um pedido de multa por atrasos salariais, o que foi aceito pelo cônsul anterior a Faustino Torella Ambrosini.

No entanto, quando Torrela assumiu o comando do Consulado, no final de 2018, não concordou com o pagamento. Porém, depois da pressão do Sindnações (Sindicato dos Trabalhadores nos Consulados) ele fez os pagamentos somente das multas por atraso, referentes aos salários de 2018. “O presidente do Sindnações mandou e-mail para o consulado questionando sobre quando seria feito o pagamento, mas o cônsul Faustino Torella nunca respondeu”, disse.

O espaço continua aberto para o pronunciamento do Consulado da Venezuela.

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Sobre Luiz Valério

Sou Luiz Valério. Cearense nascido em Juazeiro do Norte, no Cariri cearense. Tenho formação em Letras, curso Comunicação Social e atuo como professor e jornalista há 24 anos. Sou Pós-graduado em Comunicação Social, Assessoria de Imprensa e Novas Tecnologias. Atualmente faço uma Pós-graduação em Marketing Digital. Mantenho este blog há 16 anos.

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