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Guaidó é reeleito presidente da Assembleia Nacional Venezuelana
Guaidó é reeleito presidente da Assembleia Nacional Venezuelana mesmo com toda a repressão do governo Maduro

Grupo de Lima reconhece reeleição de Guaidó e condena uso da força por Maduro

O líder oposicionista Juan Guaidó foi reeleito como Presidente da Assembléia Nacional da #Venezuela em votação realizada na sede do jornal El Nacional, no domingo (5 de janeiro). Guaidó teve sua reeleição reconhecida em nota pelo Grupo de Lima e por diversos outros governos, como o da Alemanha, que se manifestou no Twitter num post em que diz que o líder oposicionista “continua sendo o presidente interino legítimo” da Venezuela”.

A eleição de Juan Guaidó se deu em meio à confusão, quando ele foi impedido de entrar na sede da Assembleia Nacional Venezuelana e teve que realizar a sessão que resultou na sua recondução ao cargo de presidente do Poder Legislativo venezuelano na sede do jornal EL Nacional.

O clima político no país vizinho é tenso. O governo ditatorial de Nicolás Maduro não reconhece a reeleição de Guaidó. As forças de segurança sob o comando de Maduro usaram da força física e impediram o líder da oposição ao governo do país e outros membros de entrarem no complexo da Assembleia Nacional.

Composto pelos governos de Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Santa Lúcia, o Grupo de Lima reconheceu em declaração pública a reeleição de Juan Guaidó e reiterou seu “apoio aos esforços realizados sob sua liderança para buscar uma solução pacífica, conduzida pelos próprios venezuelanos, com o objetivo de restaurar a democracia e a ordem constitucional nesse país”.

No tópico 2 da declaração, os membros do Grupo de Lima condenaram o uso da força e “as práticas intimidatórias contra os parlamentares da Assembleia Nacional e rejeitam qualquer ação que vise a prejudicar o apoio a ela ou a seu Presidente”. A nota diz ainda que a reeleição de Guaidó “representa uma rejeição às ações imprudentes do regime de Nicolás Maduro que buscaram impedir sua nomeação”.

Confira a íntegra da Declaração do Grupo de Lima:

Declaração do Grupo de Lima

Os governos da Bolívia, do Brasil, do Canadá, do Chile, da Colômbia, da Costa Rica, da Guatemala, de Honduras, do Panamá, do Peru e da Venezuela, membros do Grupo de Lima:

1. Saúdam a reeleição de Juan Guaidó como Presidente da Assembleia Nacional e Presidente Encarregado da Venezuela e reiteram seu apoio aos esforços realizados sob sua liderança para buscar uma solução pacífica, conduzida pelos próprios venezuelanos, com o objetivo de restaurar a democracia e a ordem constitucional nesse país.

2. Condenam o uso da força e as práticas intimidatórias contra os parlamentares da Assembleia Nacional e rejeitam qualquer ação que vise a prejudicar o apoio a ela ou a seu Presidente. A votação de hoje pela maioria parlamentar a favor da reeleição de Juan Guaidó, respeitando a Constituição e a lei, representa uma rejeição às ações imprudentes do regime de Nicolás Maduro que buscaram impedir sua nomeação.

3. Renovam o apelo ao pronto retorno da democracia na Venezuela e, nesse sentido, reafirmam a necessidade de realizar eleições gerais inclusivas, livres, justas e transparentes, conduzidas por um Conselho Nacional Eleitoral e um Supremo Tribunal de Justiça renovados e independentes e com a presença de observadores internacionais independentes.

4. Reafirmam a condenação às violações sistemáticas de direitos humanos cometidas pelo regime ilegítimo e ditatorial de Nicolás Maduro e fazem um apelo para o envio imediato à Venezuela da Missão de Determinação de Fatos criada pelo Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas.

5. Reiteram sua preocupação com o agravamento da crise econômica, social, humanitária e ambiental na Venezuela e, por conta da dimensão do êxodo de migrantes provenientes desse país, pedem não seja politizada o acolhimento e a concessão de assistência à população e urgem o incremento da cooperação internacional, especialmente financeira, para ajudar os migrantes venezuelanos e os países de acolhida a lidar com essa situação crítica sem precedentes na região.

6. Saúdam a incorporação do Estado Plurinacional da Bolívia ao Grupo Lima e valorizam a contribuição que este Estado proporcionará aos esforços conjuntos de vários países da região para o retorno da democracia na Venezuela.

7. Fazem um apelo à comunidade internacional para acompanhar e trabalhar de maneira conjunta em apoio ao restabelecimento do estado de direito e da ordem constitucional na Venezuela.

5 de janeiro de 2020.

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Sobre Luiz Valério

Sou Luiz Valério. Cearense nascido em Juazeiro do Norte, no Cariri cearense. Tenho formação em Letras, curso Comunicação Social e atuo como professor e jornalista há 24 anos. Sou Pós-graduado em Comunicação Social, Assessoria de Imprensa e Novas Tecnologias. Atualmente faço uma Pós-graduação em Marketing Digital. Mantenho este blog há 16 anos.

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