Maduro arregimenta milícia armada com mais de 4,5 milhões de venezuelanos para defender seu governo

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A visita do secretário de Estado do governo Donald Trump, Mike Pompeo, a Roraima causou uma indigestão diplomática que pode ter consequências graves. O verdadeiro objetivo da vinda do diplomata americano ao estado passou longe de ser apenas para verificar o funcionamento da Operação Acolhida, que cuida dos imigrantes venezuelanos. A finalidade, mesmo, foi discutir com autoridades dos países fronteiriços a possibilidade de derrubar o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. A fala de Pompeo em vários momentos, inclusive em sua passagem pela Guyana, é clara quanto a isso.

Ao envolver o Brasil diretamente no aprontamento do que pode vir a ser um conflito bélico na América do Sul, Pompeo passou a ser durante criticado por lideranças políticas nacionais e locais, como o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), e de movimentos de esquerda locais, liderados pelo candidato à Prefeitura de Boa Vista, Fábio Almeida (PSOL), que organizou uma manifestação contrária à vinda da autoridade americana a Roraima nesta sexta-feira (18 de setembro), na Praça do Centro Cívico.

Enquanto o diplomata americano visitava a região fronteiriça com a Venezuela, pregando a derrubada de Maduro, o presidente venezuelano dava mais um passo em seu plano genocida de criar centenas de grupos milicianos para defender seu governo de uma possível intervenção dos Estados Unidos. Ainda na tarde desta sexta-feira, Maduro se reuniu em vídeo conferência com o comando das bases populares da Milícia Nacional Bolivariana para dar continuidade às estratégias de armamento em massa da população para defender seu governo ditatorial. Maduro diz que o papel da Milícia é defender a soberania territorial da Venezuela.

Maduro quer criar mais de 51 mil subgrupos de milicianos

Segundo Maduro, a Milícia Nacional Bolivariana já conta com mais de 4,5 milhões de integrantes. São pessoas que estariam dispostas a defender seu governo com a própria vida. Essa massa armada será usada para garantir a realização das eleições legislativas de dezembro na Venezuela. A Comunidade Internacional sugere o cancelamento do pleito, mas Maduro diz que a medida é impossível de ser tomada.

“Precisamente a Milícia superou a meta de 4 milhões e 500 mil [integrantes]. Já temos 4.512.352 milicianos inscritos voluntariamente, organizados, adestrados, doutrinados e treinados. E passo a passo  uniformizados e armados para a defesa integral da nossa Pátria”, disse. Segundo Maduro, a Milícia Nacional Bolivariana será tratada como parte das Forças Armadas da Venezuela.

“Vamos para uma jornada de povo em armas (…) Teremos o que se chama de 1.157 agrupamentos populares de defesa integrada. Em cada paróquia do País há um agrupamento de defesa integral popular que está se preparando, se armando”, informou.

Ainda segundo disse o presidente da Venezuela, foram montadas 14.383 bases populares de defesa integral, número que corresponde ao de centros eleitorais (zonas) existentes no País. Mas as pretensões do ditador são ainda mais ambiciosas. Maduro pretende montar organizações de base da Milícia Nacional Bolivariana com um total de 51.360 subgrupos compostos por entre 20 e 30 integrantes milicianos, que estarão presentes em cada bairro, cada comunidade de cada cidade, de cada estado da Venezuela. “A Milícia Nacional Bolivariana é o poder popular militar da Nação. O poder popular militar do povo”, disse Maduro.

O presidente da Venezuela chamou Mike Pompeo de “boquirroto” e disse que ele falhou em sua tentativa de unir os países da América do Sul contra a Venezuela. Maduro disse que os Estados Unidos colocou toda a imprensa de língua espanhola contra seu governo, mas fracassou no seu intento de derrubá-lo.

“Mike Pompeo está em uma viagem de guerra contra a Venezuela, mas o tiro saiu pela culatra. Pompeo falhou em todas as suas tentativas de tentar organizar os governos do continente em uma guerra contra a Venezuela. Nem mil Mike Pompeo poderão trazer a guerra a América do Sul”, diz Maduro na videoconferência.

Confira o discurso de Nicolás Maduro no vídeo abaixo:

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Luiz Valério

http://luizvalerioblog.wordpress.com

Sou Luiz Valério. Cearense nascido em Juazeiro do Norte, Região do Cariri (CE). Tenho formação em Letras, curso Comunicação Social e atuo como professor e jornalista há 24 anos. Sou Pós-graduado em Comunicação Social, Assessoria de Imprensa e Novas Tecnologias. Atualmente faço uma Pós-graduação em Marketing Digital. Mantenho este blog há 16 anos.

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