Maioria dos deputados é cúmplice dos desmandos praticados por Jalser Renier

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São, no mínimo, curiosos os comentários e reações dos Internautas que leem e se pronunciam sobre o texto que trata da a acusação oferecida pelo Ministério Público de Roraima (MPRR), que apontou o deputado Jalser Renier (SD) como o líder de uma organização criminosa responsável por desviar R$ 23,6 milhões da Assembleia Legislativa. O entendimento geral é de que não há nenhuma novidade nas afirmações do MPRR.

Muitos comentaristas se saíram com a expressão “mais do mesmo!”. Parecem conformados com a situação. Ou, então, são seguidores do político que não gostaram de ver expostas as traquinagens do seu ídolo e querem minimizar o impacto das revelações explosivas do órgão ministerial. Algumas das manifestações adotam o tom do “todo mundo já sabia” [que Jalser tinha uma conduta desonesta no trato com os recursos públicos].

Se é assim, se não é novidade para ninguém, se todo mundo já sabe que Jalser é corrupto, como afirma o Ministério Público, porquê cargas d’água, um número expressivo de pessoas votou nele no último pleito, tornando-o o deputado estadual mais bem votado entre os 24 eleitos em 2018? Porque tanta gente ainda tem coragem de sair em defesa de um político com uma ficha corrida como a de Jalser?

A resposta, infelizmente, é simples e desalentadora. Fenômenos socio-políticos como este acontecem e figuras como Jalser prosperam na vida pública porque grande parte da sociedade também é corrupta e muitas são as pessoas que orbitam em torno desse tipo de liderança forjada nas sombras do poder. São cúmplices de crimes, personas que não se incomodam de viver mergulhadas no lamaçal moral, feito insetos em volta da lâmpada, ainda que seja uma lâmpada de luz negra.

Não tardará para que surjam defensores de Jalser Renier nas redes sociais, criticando e condenando quem divulga as informações e assegurando que ele, o seu líder, foi injustiçado ou apenas demonstrando solidariedade para permanecer “bem na fita” com ele. Os ventos da mudança que sopram no Brasil, ao que aprece, que ainda vão demorar a chegar com mais força em Roraima, lugar onde, infelizmente, escroques da política surgem do nada e logo se tornam lideranças admiradas e cheias de seguidores.

Antes de se eleger para seu primeiro mandato de deputado estadual, Jalser era um aspirante a radialista que andava de bicicleta pelas ruas de Boa Vista. Hoje, é um dos homens mais ricos de Roraima. As investigações do GAECO explicitam agora como ele chegou a essa condição.

Por isso, é, no mínimo, curioso ver a maioria dos deputados estaduais agindo como fiéis seguidores de um político que tem uma folha corrida toda manchada por acusações de corrupção. Jalser tem sob seu absoluto controle pelo menos 18 parlamentares que não apenas lhe obedecem, como o temem e admiram. Entre eles têm alguns colaboradores dos esquemas de corrupção ora desvendados pelo Ministério Público, como Marcelo Cabral, e os igualmente acusados de participação em esquemas de corrupção Yonni Pedroso (presa na Operação Zaragata) e Renan Beckel Filho (o Renanzinho), acusado de desviar recursos da alimentação do reeducandos do sistema prisional.

Definitivamente, todo o Poder Legislativo de Roraima precisa ser passado a limpo. Dos 24 deputados, poucos, eu diria pouquíssimos, não são cúmplices dessa história de crime e desvios desbaratada pelo GAECO. Muitos dos atuais parlamentares foram, no mínimo, omissos, pois, sabendo da conduta reprovável de Jalser, ainda o elegeram e o reconduziram para a presidência da Casa. Afinal, como dizem os internautas, só não via os sinais de traquinagem com dinheiro público quem não queria ver. Ou aqueles que sofrem igualmente de deformidade moral. Nada menos que lamentável!

PS – Votaram em Jalser Renier para presidir a Assembleia Legislativa no quadriênio 2019/2022: Betânia Medeiros (PV), Brito Bezerra (PP) – Já não faz mais parte do Legislativo estadual, pois foi eleito conselheiro do Tribunal de Contas -, Catarina Guerra (SD), Chico Mozart (PRP), Diego Coelho (PTC), Evangelista Siqueira (PT), Jalser Renier (SD), Jânio Xingu (PSB), Jeferson Alves (PTB), Lenir Rodrigues (PPS), Marcelo Cabral (MDB), Neto Loureiro (PMB), Odilon Filho (PATRI), Renan Filho (PRB), Renato Silva (PRB).

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