Mauro Campello rebate matéria do blog sobre exoneração e diz que continua como desembargador afastado do cargo

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O desembargador afastado do cargo por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) sob acusação inicial de concussão, Mauro Campello, se pronunciou nas redes sociais e grupos de WhatsApp para rebater a matéria publicada por este blog, na última sexta-feira (2 de agosto) sobre seu afastamento do cargo no Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR). Mauro Campello esclareceu em nota que continua “no cargo de desembargador afastado das funções”e que“a decisão do STF não transitou em julgado”. A nota de Campello diz ainda que a“perda [do cargo] somente se dará após o trânsito em julgado”.

“Por dever de lealdade aos integrantes desse grupo (whatsapp) que abriram espaço para participar do mesmo, que hoje pela manhã fui surpreendido por uma fakenews do Sr. Luís Valério, jornalista, que publicou matéria sem qq (sic) consulta a minha pessoa”, afirma o desembargador.

Mauro Campello afirma ainda que o STF mudou o entendimento da 2ª Turma acerca do crime do qual ele é acusado. Logo, diz ele, a“condenação que se ataca não foi em peculato e nem corrupção”.

A Associação dos Magistrados de Roraima (AMARR) também se pronunciou em nota em defesa do desembargador Mauro Campello. A nota da entidade diz que “a Ação Penal no. 422/RR, que tramitou no Superior Tribunal de Justiça, não imputa ao Desembargador Mauro Campello peculato ou corrupção. Na realidade, tanto o STJ quanto o Tribunal de Contas da União reconheceram inexistir qualquer dano ao erário envolvendo o Des. Mauro Campello“.

A nota da AMARR diz ainda que “a presunção de inocência é um dos pilares da Constituição Federal, assim como o Estado Democrático de Direito, de modo que há de se repudiar notícias que maculem a honra do Desembargador Mauro Campello, de sua família, da Magistratura”.

NOTA DO EDITOR

Em seu pronunciamento público sobre a notícia em questão, o desembargador Mauro Campelo diz que a notícia postada por este blogueiro é uma Fake News, o que não se sustenta na realidade. Pode ter havido, e reconheço isso, o uso inadequado do termo exoneração, mas o fato é que a 2ª Turma do STF rejeitou, no dia 28 de junho, os embargos apresentados pelo magistrado, cujo Acórdão foi publicado no dia 1º de agosto, mantendo o membro do TJRR afastado do cargo.

Por não ter profundo conhecimento de questões pertinentes ao mundo jurídico, antes de publicar a matéria este blogueiro consultou alguns advogados sobre o caso e suas terminologias, o que me deu segurança para publicar a informação. No mais, as decisões da 2ª Turma do STF estão devidamente lincadas na matéria para quem quiser conferir.

Não se pode querer atribuir caráter de Fake News a uma informação que está toda embasada num caso concreto que tramita de fato na Corte Superior do nosso país. Fake News é notícia inventada com base em informações falsas. Não é este o caso.

No mais, este jornalista-blogueiro afirma que não tem e nunca teve o interesse de macular, difamar e/ou caluniar o desembargador Mauro Campello. Também não citou nem de longe o nome de qualquer membro sua família. Não é do meu feitio agir assim.

Cabe ressaltar, porém, que como figura pública, pago com dinheiro público, acusado inicialmente de atos que contrariam as regras da magistratura e, repito, cujo caso tramitou no STJ, resultando na condenação à perda do cargo, indo parar no STF, o ilustre magistrado recebeu o mesmo tratamento dado toda figura pública retratada pelo blog nessas situações. Afinal, todos são iguais perante a lei (ou deveriam ser) e o nobre desembargador, mais do que ninguém, sabe disso. Não é com alegria que escrevo sobre essas questões. É com pesar. Acreditem.

Afirmo que sempre tratei o desembargador Mauro Campello com o respeito que ele fez por merecer. Nunca tive, não tenho e certamente não terei motivos para personalizar/personificar assuntos como esse. Sou um mero jornalista, contador de histórias da vida real. Histórias estas nem sempre agradáveis de contar.

Ocorre que existe um processo que tem o desembargador Mauro Campello como figura central e que se tornou público. Este blog, que é um veículo de informação que se dedica a cobrir os poderes em Roraima, fez o que sempre faz nessas situações: noticiar os fatos. Aliás, na matéria foi observado até que a pena aplicada ao senhor Mauro Campello foi considerada injusta em comparação a outras aplicadas a magistrados que incorreram em crimes mais graves, ainda que a instituição julgadora tenha sido outra e as acusações Idem. Isso atesta a integridade e justeza deste jornalista no trato com as informações.

Penitencio-me, porém, pelo uso do termo exoneração, uma vez que esta seria uma pena definitiva sendo que o caso ainda se encontra em tramitação em grau de recurso no STF.

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