Pesquisadora lança artigo sobre desenvolvimento regional

ANÚNCIO PMBV JULHO

Marisa da Silva Carneiro é roraimense, nascida em  10 de fevereiro, filha de Homero Soares Carneiro e Maria Iza da Silva Carneiro.  Tem graduação em Administração de Empresas (2008) pela Faculdade Roraimense de Ensino Superior (FARES) e bacharelado em Direito (2014) pela Faculdade Cathedral. Marisa é também pós-graduada em Comércio Exterior (2009), Docência no Ensino Superior (2010), Gestão de Recursos Humanos (2011), ambos pela Faculdade Roraimense de Ensino Superior (FARES). É autora do artigo científico: Tema: “Dinamismo Fronteiriço das Cidades – irmãs de Lethem e Bonfim”.

O artigo de Marisa Carneiro propõe o pensar sobre a dimensão territorial do desenvolvimento roraimense e da sua internacionalização em marcos de integração na América do Sul. Segundo a autora, esse desenvolvimento passa pela necessidade de se trabalhar a regionalização desde uma  perspectiva de baixo para cima, na qual a cooperação transfronteiriça possa se tornar em um mecanismo de desenvolvimento das cidades-irmãs.

Essa regionalização, diz ela, deve ser permeada pela construção de uma governança de múltiplos níveis, tanto por verticalidades acionados pelas políticas públicas e pelas ações diplomáticas, quanto por horizontalidades induzidas pelos atores presentes nas cidades-irmãs.

Marisa Carneiro fala em seu artigo sobre a necessidade de
cooperação transfronteiriça proporcionar o desenvolvimento das cidades-irmãs – Foto: Arquivo pessoal

A autora fala sobre sua pesquisa e sobre as conclusões a que chegou. Acompanhe:

Como surgiu seu interesse pelo tema tratado no artigo em questão?

Marisa – A minha formação em Administração e a minha pós-graduação em Comércio Exterior me levaram a refletir sobre o potencial de desenvolvimento de Roraima e as diversas possibilidades que se apresentam para nós, caso fortaleçamos os laços regionais com nossos vizinhos. Foi pensando nisso que escrevi esse artigo.

O desenvolvimento de Roraima está mesmo atrelado à necessidade de integração com os demais países da América do Sul?

Marisa – Sem dúvidas. Como temos ouvido ao longo das últimas décadas, Roraima tem, sim, um grande potencial para o desenvolvimento, principalmente no tocante ao agronegócio ou, por outro lado, com a abertura de free shops na área de fronteira. Afinal, nosso estado tem uma posição geográfica estratégica. Temos boa incidência de luminosidade. Nosso solo é de boa qualidade. Agora, é preciso estreitar os laços com os países que são os potenciais compradores dos produtos aqui cultivados, como soja, milho, carne e mais recentemente algodão, além das frutas, é claro.

Mas o seu artigo foca principalmente nas cidades-irmãs de Bonfim e Lethem.

Marisa – É verdade. Em meu artigo eu lanço um olhar especial sobre Bonfim e Lethem quanto à dimensão territorial do desenvolvimento roraimense e da sua internacionalização no que diz respeito aos marcos de integração na América do Sul, mas é apenas uma delimitação de tema sempre necessária num artigo científico. Mas, o que digo sobre Bonfim e Lethem se aplica ainda a Pacaraima e Santa Elena de Uairén, que são cidades gêmeas também. O fato é que há uma grande margem para a integração regional e só quem tem a ganhar com isso somos nós, aqui em Roraima.

Porque você escolheu essas cidades como tema?

Bom, eu venho acompanhando essa questão da criação do espaço para a instalação de free shops em Bonfim e o assunto foi amadurecendo. Sendo assim, quando pensamos em negócios em cidades fronteiriças, temos que tratar, inevitavelmente, da cooperação transfronteiriça que é um elemento imprescindível e que pode se tornar em  um mecanismo de desenvolvimento de cidades-irmãs como Bonfim e Lethem ou como Pacaraima e Santa Elena.

Como foi para você se debruçar em pesquisas sobre um tema como esse do desenvolvimento regional? O que fica de aprendizado?

Foi uma experiência muito rica. A escritura de um artigo como esse nos permite revisitar teorias e analisar exemplos práticos, o que nos deixa com a convicção de que o desenvolvimento de Roraima depende apenas da adoção das políticas mais racionais em busca da regionalização e da cooperação regional. Penso que não tardará para Roraima se transformar num modelo de desenvolvimento para os outros estados do Brasil.

Entrevista concedida a Luiz Valério

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