Professores criticam política de desmonte da educação do governo de Jair Bolsonaro no XIV Congresso do Sinter

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Terminou ao meio-dia deste sábado (24 de maio) o XIV Congresso dos Trabalhadores em Educação em Roraima, promovido pelo Sinter. Iniciado na noite de quinta-feira (dia 23), o evento discutiu o que a categoria considera ser a retirada de direitos embutida nas reformas trabalhista e da Previdência, e ainda os desafios e precariedade que os profissionais de educação enfrentam em seus locais de trabalho.

Durante os debates houve discursos de professores, como Leopoldo Júnior, sobre a necessidade de a categoria participar da paralisação marcada para o dia 14 de junho, que tem o objetivo de se contrapor à manifestação convocada pelo presidente Jair Bolsonaro e seus simpatizantes para defender o seu governo neste domingo (26 de maio).

O encerramento do Congresso se deu com a defesa de três teses apresentadas pelas diferentes correntes existentes dentro do Sinter que, em comum acordo, foram unificadas em uma só proposta.

Entre as resoluções apresentadas estão a mobilização permanente contra a reforma da Previdência, a luta contra o desmonte das universidades federais por meio do corte de verbas feito pelo Ministério da Educação e a posição contrária da categoria às políticas liberais ou de direita do governo de Jair Bolsonaro.

Flávio Bezerra, presidente do Sinter, disse que o Congresso resultou em propostas importantes para os trabalhadores em educação.

“Nós tivermos esclarecimento sobre o processo de aposentadoria, assim como sobre questões judiciais que estão tramitando a favor dos professores e técnicos e também saímos com uma visão geral sobre os nossos direitos que hoje estão ameaçados seja pelo governo estadual ou nacional”, resumiu.

“Os companheiros [professores e técnicos] entenderam que é importante que estejamos unidos na luta contra as reformas e por uma educação de qualidade para Roraima”, completou.

Na abertura do XIV Congresso do Sinter, na quinta-feira, o diretor jurídico do Sindicato dos Professores, Jefferson Dantas, disse que os trabalhadores do setor educacional estão “vivendo um momento de retirada de direitos, através da Reforma da Trabalhista, da Reforma do Ensino Médio (já realizadas) e da Reforma da Previdência [que está em curso]”.

Dantas disse que os profissionais da educação precisam “estar atentos e cobrar da bancada federal roraimense uma posição clara em defesa dos trabalhadores. “E só conseguiremos isso com a unidade da categoria”, afirmou.

Acompanhe abaixo a vídeo-reportagem sobre o último dia do XIV Congresso do SINTER:

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