Vereadores de Boa Vista interrompem sessão e decidem ir a Pacaraima prestar apoio a protestos

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A sessão ordinária da Câmara Municipal de Boa Vista desta terça-feira (11 de fevereiro) estava em andamento, quando chegou um requerimento do prefeito de Pacaraima, Juliano Torquato (Republicanos), pedindo apoio dos parlamentares da capital para as manifestações que acontecem na fronteira desde o último final de semana. Imediatamente a sessão foi suspensa por decisão da Mesa Diretora e os vereadores se reuniram no Plenarinho para discutir o que podem fazer para ajudar os moradores de Pacaraima. A ideia é que todos os parlamentares rumem para Pacaraima ainda nesta tarde de terça-feira.

Em entrevista ao Blog, o presidente da Câmara Municipal, vereador Mauricélio Fernandes (MDB), informou que a Casa decidiu prestar o apoio solicitado pelo prefeito Torquato. Mauricélio disse que a população de Pacaraima não aguenta mais, pois está sendo assaltada e tendo suas crianças e mulheres estupradas. “Tem que haver um maior controle [de entrada de imigrantes na fronteira]. É preciso se tomar uma providência. Esse é um dever e obrigação do Governo Federal”, afirmou.

De acordo com Mauricélio Fernandes, a Câmara vai dar apoio ao prefeito e à população de Pacaraima no sentido de fazer as autoridades federais enxergarem a real situação em que os brasileiros vivem na fronteira com a Venezuela. Ele observa que a Operação Acolhida consegue cuidar de apenas 7.000 imigrantes venezuelanos, enquanto somente em janeiro entraram mais de 15.000 refugiados no Brasil por Roraima.

“O trabalho da Operação Acolhida não é suficiente. O Governo Federal deve adotar medidas emergenciais para ter o devido controle da entrada de imigrantes na fronteira”, afirmou. “Nós sabemos que estão vindo da Venezuela traficantes, ladrões e assaltantes. Como é que nós vamos saber se estamos lidando com imigrantes de bem ou com criminosos?”, questionou.

Em pronunciamento, o vereador Renato Queiroz (MDB), disse que a situação de Pacaraima e em Roraima, em decorrência da crise imigratória, extrapolou o limite do aceitável. Segundo ele, é preciso cobrar das autoridades federais ações efetivas e urgentes para minimizar os efeitos negativos da crise humanitária aqui na fronteira.

“Nós não temos mais como aceitar o que está acontecendo em Pacaraima, em Boa Vista e em todos os municípios de Roraima. É muito importante deixar claro que nossa luta é pelo ser humano: pelo roraimense, pelo brasileiro, pelo estrangeiro, pelo venezuelano. Essas pessoas estão sendo maltratadas e, junto com a nossa população, não tem mais condições de conviver com esse aumento considerável de pessoas em [entrando em Roraima diariamente”, disse.

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